Fiquei pensando aqui…o primeiro texto do blog foi uma parada quase filosófica. Queria compartilhar com vocês, tentar passar um pouco do que sinto a respeito do nosso presente. Mas, como jornalista que sou, senti falta de mostrar alguns números que provam e comprovam nosso descaso com a natureza e, nosso futuro obscuro diante das previsões nada animadoras.

Segundo a Organização das Nações Unidas, a poluição causa 12, 6 milhões de mortes por ano, ou quase um quarto das mortes de SERES HUMANOS. Isso sem falar nas mortes de animais e ecossistemas importantíssimos pra nossa boa vivência no planeta. O que isso significa? Que nenhum humano está imune a poluição provocada por…nós mesmos. E não é só poluição do ar, não. Os 50 maiores lixões da Terra trazem riscos a vida para outras 64 milhões de criaturas. Por ano, 600 mil crianças sofrem danos cerebrais devido a presença de chumbo em tintas.

Vamos pros oceanos, que já possuem 500 “zonas mortas”, cuja concentração de oxigênio é tão pequena que torna inviável a presença de vida marinha. Tem noção? Mais de 80% do esgoto mundial é despejado no meio ambiente sem tratamento, poluindo os solos usados na agropecuária e os lagos e rios que são fontes de água para 300 milhões de pessoas. Depósitos de substâncias químicas ameaçam poluir ainda mais a natureza, vide o último “desastre” (crime) ambiental ocorrido no litoral brasileiro. Pra quem não lembra, um petróleo cru muito danoso, que vazou de algum navio gringo que perambulava pela nossa costa marítima.

Então, aí você se desespera e acha que tá tudo perdido. Se ninguém parar, tá mesmo. Mas nesse mesmo site da ONU, existem algumas sugestões de formas mais sustentáveis de vida. Esquece esse papo de hippie, porque alem de ser demodê, a coisa não é pra brincadeira ou pra pejorar.

Vamos ver então as ideias…e se a gente consegue colocar em prática. São 50 politicas. A ver algumas:

  • Liderança política e parcerias em todos os níveis, mobilizando os setores industrial e financeiro (bem difícil vendo a situação em curso no Brasil, em plena pandemia, com políticos brigando sem parar por motivos que nada tem a ver com a covid-19, e por causa da covid também);
  • Ações contra os piores poluentes e uma aplicação mais eficaz das leis ambientais (o que vemos no Brasil é o extremo oposto a isso, tem ministro querendo aproveitar a pandemia pra “passar a boiada”, ou ações duvidosas na contramão de politicas ambientais);
  • Abordagens renovadas para gerenciar as economias, através da eficiência no uso de recursos, mudanças nos estilos de vida e uma gestão de resíduos aprimorada (alguém aí afim de consumir menos?);
  • Investimentos novos, massivos e redirecionados para tecnologia limpa e de baixo carbono, para soluções baseadas nos ecossistemas, bem como para pesquisa, monitoramento e infraestrutura para controlar a poluição;
  • E conscientização para informar e inspirar as pessoas em todo o mundo.

O desenvolvimento sustentável é agora a única forma de desenvolvimento que faz algum sentido. “A única resposta à pergunta de como podemos todos sobreviver neste único planeta com nossa saúde e dignidade intactas é mudar radicalmente o modo como produzimos, consumimos e vivemos nossas vidas”, afirmou Ligia Noronha, uma das coordenadoras do relatório da ONU.

#ficaadica

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